
Revisão de literatura · Atualizado em agosto de 2026
Revisão sistemática e metanálise · International Orthopaedics 2026
PRP no joelho: o que 62 ensaios clínicos com 4.969 pacientes mostram
Uma metanálise comparou plasma rico em plaquetas com ácido hialurônico, corticosteroide e solução salina na osteoartrite de joelho — e testou uma hipótese incômoda: o volume de sangue coletado pode servir de proxy para a dose de plaquetas?
Por que esta revisão importa
A osteoartrite de joelho atinge centenas de milhões de pessoas e cresce com o envelhecimento populacional. Entre o tratamento conservador e a artroplastia existe um território de injeções intra-articulares — e a evidência sobre o plasma rico em plaquetas (PRP) sempre foi acusada de ser inconsistente.
Boa parte dessa inconsistência tem uma causa concreta: a maioria dos ensaios não relata a dose de plaquetas administrada. Sem essa informação, comparar estudos é comparar intervenções que só compartilham o nome. Os autores propuseram um contorno pragmático — usar o volume total de sangue coletado como indicador indireto do número de plaquetas.
O que os estudos mostraram (resumo)
Aos 6 meses, o PRP melhorou a dor e a função em comparação aos três tratamentos (ácido hialurônico, corticosteroide e solução salina). Aos 12 meses, o benefício se manteve frente ao ácido hialurônico e ao corticosteroide nos estudos de acompanhamento mais longo.
O achado central: o volume de sangue
Conclusão
O PRP teve resultados superiores de dor e função relatados pelos pacientes até 6 meses, com benefício mantido aos 12 meses frente ao ácido hialurônico e ao corticosteroide. O volume de sangue coletado pode servir como referência prática quando a dose de plaquetas não é informada.