
Revisão de literatura · Atualizado em setembro de 2026
Diretriz de consenso · Pain Therapy 2026
Radiofrequência pulsada: o consenso que finalmente padronizou a técnica
Dois encontros internacionais — Leiden, 2024, e Nice, 2025 — resolveram as duas lacunas que mais atrapalhavam a radiofrequência pulsada na dor crônica: parâmetros técnicos reprodutíveis e decisão clínica estruturada.
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O que muda com este consenso
A radiofrequência pulsada (PRF) foi criada em 1998 por Menno Sluijter como uma alternativa não destrutiva à radiofrequência comum: em vez de aquecer e lesar o nervo, entrega campos elétricos em pulsos curtos, com pausas que evitam o acúmulo de calor — é neuromodulação, não ablação. Faltavam, porém, duas coisas: parâmetros técnicos padronizados e um roteiro de decisão clínica. Os encontros de Leiden (2024) e Nice (2025) preencheram essas lacunas.
Modular, não destruir
Onde se aplica
O consenso organiza o uso da PRF em vários alvos: coluna (gânglio da raiz dorsal, ramos mediais), articulações (joelho, ombro, quadril, sacroilíaca) e nervos periféricos. Para cada situação há uma primeira linha e um plano de escalonamento, caso o alívio seja incompleto.
O caminho de A a E
O manejo segue uma sequência: (A) diagnóstico cuidadoso; (B) tratamento conservador (fisioterapia, medicação, hábitos); (C) neuromodulação, onde entra a PRF; (D) intervenções em nervos específicos; e (E) procedimentos ablativos, reservados para dor refratária. Um princípio guia tudo: "ponha o dedo antes da agulha" — o exame clínico orienta o alvo.
Conteúdo educativo e informativo, sem finalidade publicitária ou de oferta de serviço. Material derivado de documento sob licença CC BY-NC 4.0, com texto reescrito e ilustrações próprias. Não substitui avaliação médica individual.